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Centenas de pessoas ocupam as ruas de Porto Nacional em homenagem a enfermeira Morgana Vieira Monteiro e contra o feminicídio

Caminhada realizada na tarde desta sexta-feira (31) reuniu familiares, amigos, movimentos sociais e moradores em um emocionante ato por justiça e pelo fim da violência contra a mulher, após crime que chocou o Tocantins.

“Nenhuma mulher a menos, nunca mais.” A frase, estampada em cartazes e repetida pelos participantes da caminhada, resumiu o sentimento de indignação que tomou conta das ruas de Porto Nacional na tarde desta sexta-feira (31). Centenas de pessoas se uniram em um ato de solidariedade, memória e resistência após o feminicídio da enfermeira Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, crime que abalou o Tocantins e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher.

Vestidos de branco e carregando flores, familiares, amigos, representantes de movimentos sociais, instituições e moradores do município caminharam em homenagem a Morgana e a todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência de gênero. Em meio às lágrimas e aos abraços, o ato se transformou em um forte apelo por justiça e por políticas públicas capazes de impedir que outras histórias tenham o mesmo desfecho.

Morgana foi assassinada em sua residência, localizada na Quadra 1503 Sul, em Palmas. O crime foi cometido pelo ex-marido, Lelito Tavares Barbosa, de 49 anos.

Enfermeira dedicada, ela atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Nacional, onde era reconhecida pelo profissionalismo e pelo acolhimento aos pacientes. Morgana deixa duas filhas.

Poucas horas após o crime, as forças de segurança localizaram o suspeito escondido em uma área de mata próxima ao local do feminicídio. Segundo a Polícia Militar, durante a tentativa de prisão houve confronto armado, e o homem morreu no local.

A caminhada desta sexta-feira foi organizada como um ato de memória, mas também de mobilização. Mulheres de diferentes idades ocuparam as ruas para dizer basta à violência que continua ceifando vidas diariamente. O sentimento predominante era de revolta diante de uma realidade que destrói famílias e interrompe sonhos.

Durante todo o percurso, os manifestantes lembraram que nenhuma mulher deve viver com medo, que toda denúncia precisa ser levada a sério e que combater o feminicídio é uma responsabilidade de toda a sociedade. Além da cobrança por justiça, o grupo defendeu o fortalecimento das redes de proteção, o acolhimento às vítimas e ações permanentes de prevenção à violência.

Ao final da caminhada, o silêncio deu lugar à esperança de que a morte de Morgana não seja apenas mais um número nas estatísticas da violência contra a mulher. A mobilização deixou uma mensagem clara: nenhuma vida perdida pode ser esquecida e nenhuma mulher deve ser a próxima vítima. “Nenhuma mulher a menos” jamais pode deixar de ser um grito de protesto para se tornar uma realidade aceita.

Por: Nadya Mayara

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Foto: Diogo Ribeiro
Foto: Diogo Ribeiro
Foto: Diogo Ribeiro

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